Data em 2026: da tecnologia à capacidade estratégica de negócio

Artigo de Opinião de Nuno Barreto, Managing Partner, na Link to Leaders

O início de um novo ano é sempre um bom momento para separar tendências de realidades estruturais. No universo de Data, essa distinção é particularmente clara: mais do que falar de novas ferramentas, as organizações precisam de construir capacidades sólidas que sustentem decisões, eficiência e crescimento ao longo do tempo.

Depois de anos marcados pelo entusiasmo em torno de Cloud e Big Data, muitas empresas chegam agora a um ponto de maturidade em que o desafio deixou de ser experimentar tecnologia, ou tentar alavancar essas mesmas tecnologias, e passou a ser como a operacionalizar de forma a maximizar o seu potencial. A questão central já não é “o que é possível fazer com dados?”, mas sim “como transformar dados numa infraestrutura crítica para o negócio”; uma infraestrutura que seja fiável, escalável e orientada a valor.

Essa infraestrutura começa na engenharia! Qualidade, governação, ingestão em escala, modelação e arquiteturas bem desenhadas são hoje o verdadeiro diferencial competitivo. Sem estes fundamentos, não há reporting consistente, não há analytics (avançado) e, sobretudo, não há confiança nas decisões que se tomam diariamente com base em dados.

É por isso que vemos cada vez mais organizações a investir em modernização de plataformas, migrações para ambientes cloud e lakehouseframeworks de processamento e controlo de qualidade, e modelos de dados pensados para responder a perguntas de negócio concretas, e não apenas para armazenar informação.

Ao mesmo tempo, o papel da área de Data está a tornar-se mais transversal. Já não vive isolada na tecnologia; está no centro da eficiência operacional, da gestão financeira, do conhecimento do cliente e da capacidade de escalar de forma sustentável. Tem hoje um papel crítico em áreas como o FinOps, onde a combinação entre dados, governação e visibilidade financeira permite às organizações controlar custos, otimizar investimentos, especialmente, em ambientes Cloud e alinhar decisões tecnológicas com objetivos económicos concretos.

Leia o Artigo na íntegra aqui.

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